Lembrei-me de ressuscitar este blogue, e que melhor assunto para escrever do que aquele que, se não inventou, propagou aquela palavrão dificílimo de dizer, mas que nós até usamos uma vez por ano, juntamente com o outro absurdo do coelho que traz ovos pintalgados (deveria ser uma galinha arco-íris, mas isso é material para outro texto), que é "ressurreição"! (Agora, e porque não deve ter entendido nada da frase, com tantos parênteses e vírgulas, faço uma pausa para poder reler esta introdução)
…… [Isto é a pausa, em que eu estou a jogar Cityville no Facebook (passo a publicidade) Pronto, aqui vamos:]
Portanto a questão que proponho (e aprovo) discutir (sozinha) é: E se Jesus decidisse voltar cá abaixo, para tirar umas férias ou simplesmente porque tem alma de rebelde e fugiu de casa?
O caro leitor acha que ele revelaria a sua identidade, para que fosse importunado com “Porquê”s, para que fosse renegado ou, pior ainda, enviado para junto do Pai, qual menino mal comportado? Não, eu acho que ele se esconderia por trás da pele de, digamos, um baterista bem parecido.
O que realmente seria um caso bicudo era a questão não da vinda ou do motivo dela, mas da permanência cá em baixo. Ouvi um rumor de que a última vez que cá esteve acabou um pouco mal e decerto ele não o quereria repetir. Eis alguns aspectos a ter em consideração aquando da feitura da bagagem (Jesus, mano, se estiver a ler isto, por alguma razão divina que me ultrapassa, tire notas):
Subsistência: Visto que a carpintaria é uma profissão em extinção, que faria ele para sobreviver? Sim, porque sem Madre Teresa, ou vivia do fundo de desemprego ou do subsídio de imigração dos países lá de cima. O meu palpite é que tornar-se-ia o novo Houdini com aquele truque de voltar à vida (Isso nem o pobre Harry conseguiu… Maldito tanque!), mas não sei qual seria o espectador a permanecer sentado num auditório de um qualquer velho teatro por três dias. Só se as pipocas fossem mesmo boas (e de graça, se fosse em Portugal)!
Aparência: Seria o corpo de Jesus um templo, um pecado? Provavelmente cortaria a barba e usaria jeans. Brancos ou beges, mas jeans, que a moda do vestido atado com cordel já passou. Agora vêm-se calças XXXXL pelo joelho atadas com cordel.. E aquela coisa do chinelo? Eu oferecia-lhe uma Krockstm – melhor para andar na água não há! Será que ele ia usar uma t-shirt a dizer “Menino do Papá”?
Incumbência: Por último, se ele cá voltasse para nos voltar a salvar, a nós meros mortais, de nós próprios, será que cumpriria os desígnios do Pai? Caso cumprisse, como seria a adaptação? Tornar-se-ia presidente de uma qualquer potência mundial e falaria mais uma vez a milhões de almas, através da televisão (Uma coisa é certa, não se cansaria tanto). E o leproso que foi curado seria alguém infectado com o HIV… E a Maria Madalena seria provavelmente Rita, ou Ana, ou Carla, que as há muitas. E quanto à cruz? Seria interpretada pela cadeira eléctrica?
Estranho seria de certeza mas estranhos somos todos. Depois da reflexão/suposição/parvoíce, concluo que se o nosso meio-irmão de cabelo Pantene voltasse para cuidar de nós, passaria provavelmente despercebido na multidão. Seria, enfim um de nós (Voz cavernosa e arrastada: “One of us, one of us…”).
Pior – E se Deus for um miúdo de 8 anos a jogar “Terra – The Ultimate Online Game” e Jesus é simplesmente o nome do peixinho dourado dele?
Quero acabar este texto (Ei! Não era preciso esse sorriso tão largo!) por explicar que não foi minha intenção abalar ou ferir as crenças de ninguém, leitor ou não. Se, por acaso ou descuido, o fiz, as minhas sinceras desculpas e arrependimento ficam desde já entregues.
