05/01/2011

Jebus

Lembrei-me de ressuscitar este blogue, e que melhor assunto para escrever do que aquele que, se não inventou, propagou aquela palavrão dificílimo de dizer, mas que nós até usamos uma vez por ano, juntamente com o outro absurdo do coelho que traz ovos pintalgados (deveria ser uma galinha arco-íris, mas isso é material para outro texto), que é "ressurreição"! (Agora, e porque não deve ter entendido nada da frase, com tantos parênteses e vírgulas, faço uma pausa para poder reler esta introdução)

…… [Isto é a pausa, em que eu estou a jogar Cityville no Facebook (passo a publicidade) Pronto, aqui vamos:]

Portanto a questão que proponho (e aprovo) discutir (sozinha) é: E se Jesus decidisse voltar cá abaixo, para tirar umas férias ou simplesmente porque tem alma de rebelde e fugiu de casa?

O caro leitor acha que ele revelaria a sua identidade, para que fosse importunado com “Porquê”s, para que fosse renegado ou, pior ainda, enviado para junto do Pai, qual menino mal comportado? Não, eu acho que ele se esconderia por trás da pele de, digamos, um baterista bem parecido.

O que realmente seria um caso bicudo era a questão não da vinda ou do motivo dela, mas da permanência cá em baixo. Ouvi um rumor de que a última vez que cá esteve acabou um pouco mal e decerto ele não o quereria repetir. Eis alguns aspectos a ter em consideração aquando da feitura da bagagem (Jesus, mano, se estiver a ler isto, por alguma razão divina que me ultrapassa, tire notas):

Subsistência: Visto que a carpintaria é uma profissão em extinção, que faria ele para sobreviver? Sim, porque sem Madre Teresa, ou vivia do fundo de desemprego ou do subsídio de imigração dos países lá de cima. O meu palpite é que tornar-se-ia o novo Houdini com aquele truque de voltar à vida (Isso nem o pobre Harry conseguiu… Maldito tanque!), mas não sei qual seria o espectador a permanecer sentado num auditório de um qualquer velho teatro por três dias. Só se as pipocas fossem mesmo boas (e de graça, se fosse em Portugal)!

Aparência: Seria o corpo de Jesus um templo, um pecado? Provavelmente cortaria a barba e usaria jeans. Brancos ou beges, mas jeans, que a moda do vestido atado com cordel já passou. Agora vêm-se calças XXXXL pelo joelho atadas com cordel.. E aquela coisa do chinelo? Eu oferecia-lhe uma Krockstm – melhor para andar na água não há! Será que ele ia usar uma t-shirt a dizer “Menino do Papá”?

Incumbência: Por último, se ele cá voltasse para nos voltar a salvar, a nós meros mortais, de nós próprios, será que cumpriria os desígnios do Pai? Caso cumprisse, como seria a adaptação? Tornar-se-ia presidente de uma qualquer potência mundial e falaria mais uma vez a milhões de almas, através da televisão (Uma coisa é certa, não se cansaria tanto). E o leproso que foi curado seria alguém infectado com o HIV… E a Maria Madalena seria provavelmente Rita, ou Ana, ou Carla, que as há muitas. E quanto à cruz? Seria interpretada pela cadeira eléctrica?

Estranho seria de certeza mas estranhos somos todos. Depois da reflexão/suposição/parvoíce, concluo que se o nosso meio-irmão de cabelo Pantene voltasse para cuidar de nós, passaria provavelmente despercebido na multidão. Seria, enfim um de nós (Voz cavernosa e arrastada: “One of us, one of us…”).

jebus

Pior – E se Deus for um miúdo de 8 anos a jogar “Terra – The Ultimate Online Game” e Jesus é simplesmente o nome do peixinho dourado dele?

 

Quero acabar este texto (Ei! Não era preciso esse sorriso tão largo!) por explicar que não foi minha intenção abalar ou ferir as crenças de ninguém, leitor ou não. Se, por acaso ou descuido, o fiz, as minhas sinceras desculpas e arrependimento ficam desde já entregues.

10/04/2010

(Des)Actualizações

Apeteceu-me actualizar o blog. O grande problema é que para existir actualização é necessária a existência de novidades!
Não... Reformulando; o grande problema é que para existir actualização é necessária a inexistência de preguiça da minha parte para relatar e comentar as novidades.
Pronto, está dito.
Quando a dormência e o torpor mental passarem apresento as novidades.

(Des)respeitosamente me despeço.

11/01/2010

Presenting the Species

Decidi finalmente actualizar a presente coisa, como se nota. O meu único grande problema era como, pois não tinha assunto. Pensei em não o actualizar mas sabem que tenho alma de rebelde então nem a Lei do Menor Esforço eu cumpro. E de que maneira ponho esta coisa em dia perguntam se não souberem ler títulos (sem ofensa)? Apresentando a espécie! (again, sem ofensa...)
Comecemos então por definir o habitat natural desta espécie misteriosa, que costuma ser à volta, em cima ou quase em baixo de um certo banquinho na intersecção da Rua das Flores com a Rua António Aleixo. Quanto à alimentação este grupo varia, mas ingerem principalmente tudo o que lhes faça mal.
Passando à descrição individual dos membros da matilha, começo portanto pelo macho-alfa: Mariana Gervásio. Este/a macho/fêmea (varia consoante o mood e os dias) tende a achar-se pouco sociável (sem dúvida resquícios do alter-ego masculino, Will) no entanto, ela às vezes até não foge assim tão rapidamente quando alguém (normalmente eu) faz menção de lhe dar um abraço. Adora desenhar e entre os seus dotes incluem-se também uma queda para a música e talento para fazer as perguntas certas no momento certo. Jukebox incluída. Há, apesar de tudo, precauções a não esquecer! Como, por exemplo, a de não entrar no seu covil sem uma corda de segurança (por alguma razão ele é designado Poço Sem Fundo). Outras Designações: Noah; Will; Mary (nesta opção, fugir antes da rosnadela).
Carla Ferreira: The Fashion One. Esta sub-espécie preocupa-se bastante com o que põe no pêlo, sem nunca considerar ter atingido a perfeição, e por vezes nem um mínimo nível de decência. É até adorável, excepto pela manhã ou junto da sub-espécie Gervásio. Pode encontrar-se facilmente junto da sub-espécie Marina ou a desenhar com a Best-Rock no máximo. O seu maior problema será talvez a sua constante perseguição por parte dos membros masculinos, mas os piropos têm vindo a evoluir. Outras designações: Sophs; Ferrei; Ferrero Rocher.
Tatiana Ferreira: Esta sub-espécie tem a particulariedade de vir em pack de 2 por 1. As metades só se falam dia sim, dia não "para ter assunto". Quando estão juntos, no entanto, mesmo o observador experimentado tem dificuldade em definir os extremos de um e de outro. Esta fêmea nasceu com uma deficiência de melanina e portanto tem a pelagem completamente preta, como as panteras negras. De resto, tem até um comportamento bastante felino, pela maneira como passa a maior parte do dia a dormir ou a querer fazê-lo (quer esteja na sanita ou não). Já não tão felino assim é o facto de ser a campeã residente da Grande Taça da Constatação do Óbvio. Apesar dos seus dentes de vampiro, é um membro inofensivo e dócil (vai, portanto, contra a norma da matilha) Outras Designações: Taty; Goth.
Vítor Freitas: Este macho tem por característica principal o amor à aparência do pêlo e o constante desrespeito pelo mesmo ao submergi-lo diariamente em camadas e camadas de gel. Foi o primeiro da matilha a trabalhar mas nem por isso deixa de ser o primeiro a fingir que frequenta a escola. Como qualquer vampire-lover que se preze tem o seu altar privado ao Robert Pattinson. Incompatibilidade de uso de qualquer casa-de-banho com a sub-espécie Sophs. Cuidado! Manter fora do alcance de Brazes! Outras Designações: João Gaivota, Sr.Batata
Cláudia Freitas: Este é um animal bastante fugidío e portanto difícil de encontrar. Apesar disso, é bastante dependente da Internet e do bolso do irmão (sub-espécie João Gaivota). Adora lagartar e lavar os olhos nos peitorais do macho Apolo (descrição mais adiante). A sua constituição física é a mais pequena mas a sua fofura e os seus vários atributos compensam. A única precaução a ter é manter superfícies reflectoras fora do seu alcance, devido a risco de grande perda de tempo (muito grande mesmo) Outras Designações: Lau.
Apolo Melo: PORCALHÃO! Nas palavras da nossa querida e adorável (coff) Mariana. Mas até não é assim tanto... Só às vezes. Raramente fala mas é normalmente quem se voluntaria para espevitar a matilha e convencê-la a ir ao café. Gosta de falar alto ou então inaudivelmente. Não dispensa o cachecol quando sai. O seu maior problema é que fica irritável quando está com sono. Outra Designações: Popó.
Marina Melo: A sub-espécie mais temível de todas devido à maneira como tudo à sua volta seca em tempo recorde quando abre a boca e pela estranha aparição de bolas de feno onde quer que se encontre (a presença da sub-espécie Vítor produz por vezes o mesmo efeito). Acha que sabe escrever e é o elemento da matilha que menos dorme (à noite, de manhã gosta de o fazer). Regozija-se com saídas clandestinas a meio da noite e litros de café por dia. Compõe com Mariana e Vítor o trio mais NERD de L'Eau du Mira (que até tinha um acrónimo engraçado de que não me recordo). Nota: Esta sub-espécie NÃO é integrante da categoria Emo, apesar dos esforços que têm havido por parte de alguns investigadores para a sua inclusão na mesma)

N.A: Este pequeno documentário foi escrito sem qualquer mensão de ofensa a qualquer uma das partes envolvidas. Espera-se, portanto, que nenhum animal, pessoa ou coisa tenha sido prejudicado na produção do mesmo.
(Des)respeitosamente me despeço.

12/12/2009

Uni(di)versidadeS

Ora cá está mais um blogue! =)
"Oh não! The pain!" dizem vocês (Se houver alguém que leia isto algum dia numa eternidade distante... Imaginem só: No próximo milénio vai estar um Etêzinho, porque a Humanidade já não existe, a tentar decifrar a última réstia de algo escrito, este blogue! Coitados...)
Continuando e esquecendo os disparates, peço portanto desculpa pela criação da presente coisa mas se sentir uma daquelas urgências mesmo muito urgentes de agredir alguém, agridam o Vítor Freitas! (hahaha) Pois é dele a ideia, e consequentemente a culpa, de mais uma vez eu ter nas minhas mãos a grande responsabilidade de tentar dizer alguma coisa séria (até parece!) e a vossa de atirar um sorrisinho muito falso para o ar (ou não, nunca vi um sorriso a voar) e internar-me na Unidade de Cuidados Intensivos do HGarcia d'Orta por desidratação severa (isto se conseguirem que eu sobreviva à fila gigante e às imensas horas de espera).
"E que raio queres tu com isto?", perguntaria(m) o(s) caro(s) leitor(es) se estivesse(m) ainda interessado(s), e eu responderia: Proponho-me postar aqui notícias de interesse geral numa base diária. E agora é que o(s) leitor(es), se me conhecesse(m) realmente, partiria(m) o cocô a rir e então eu modificaria a minha resposta para uma mais verdadeira: Penso postar neste blogue o que me der na real gana quando bem me apetecer!
E fico-me por aqui, pedindo mais uma vez desculpa...

Até uma próxima (talvez não tão próxima assim)